Mulher é morta a pauladas e facadas; 3° feminicídio em 48 horas e 20° em 2026

Suspeitos são o próprio marido da mulher e a ex-companheira dele, que foi presa
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Agosto lilás começou violento em Mato Grosso do Sul.

Rose Batista Cabreira, de 41 anos, foi encontrada morta, na manhã de domingo (2), na estrada vicinal Pedreira, que dá acesso à aldeia Jaguapiru, reserva indígena localizada em Dourados, a cerca de 216 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com a Polícia Civil, o crime possivelmente trata-se de um feminicídio, pois os suspeitos são o próprio marido da vítima e a ex-esposa dele, que foi presa.

Este é o terceiro feminicídio registrado nas últimas 48 horas, em pleno agosto lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher. Com mais um óbito, Mato Grosso do Sul chega a 20 feminicídios em 2026.

Conforme apurado pela mídia local, Polícia Militar foi acionada via 190 para atender uma ocorrência em uma estrada de terra, próximo a Reserva Indígena Jaguapiru.

Os militares se deslocaram até o endereço indicado e, ao chegarem ao local, visualizaram a mulher morta com lesões graves de pauladas e facadas.

Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local para recolher os indícios do assassinato, realizar a perícia e retirar o corpo.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Odontológico Legal (IMOL), onde será submetido a exame de necrópsia e posteriormente liberado para velório e sepultamento.

As circunstâncias do assassinato serão investigadas pelas autoridades competentes.

FEMINICÍDIO

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial.

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima.

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado.

O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 19 mulheres foram mortas entre 1º de janeiro e 2 de agosto de 2026 em Mato Grosso do Sul.

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal “X” da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades.

Denuncie!

LISTA TRÁGICA

Confira a lista de mulheres assassinadas por (ex) companheiros em 2026:

Josefa dos Santos – 16 de janeiro

Rosana Candia Ohara – 24 de janeiro

Nilza de Almeida Lima – 22 de fevereiro

Beatriz Benevides da Silva – 25 de fevereiro

Liliane de Souza Bonfim Duarte – 6 de março

Leise Aparecida Cruz – 7 de março

Ereni Benites – 8 de março

Fátima Aparecida da Silva – 23 de março

Marlene de Brito Rodrigues – 6 de abril

Vera Lúcia da Silva – 13 de abril

Zelita Rodrigues de Souza – 30 de abril

Kelly Laura – 15 de maio

Fabíola Marcotti – 18 de maio

Maria do Carmo – 28 de junho

Paula de Souza Conceição – 11 de julho

Rosenilda de Oliveira Candelário – 17 de julho

Terezinha Nantes – 27 de julho

Ana Carolina Goés – 31 de julho

Adrielle Encarnação – 31 de julho

Rose Batista Cabreira – 2 de agosto

 

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