Em sessão na quarta-feira (20), a senadora Soraya Thronicke manifestou forte preocupação com o que classificou como tentativa de retirada de direitos fundamentais das mulheres na política, ressaltou que até mesmo propostas que buscam ampliar a participação feminina estão sendo barradas de forma arbitrária pela Casa. Em discurso, a parlamentar sul-matogrossense falou sobre o fato:
“Eu, Soraya, gostaria de votar a favor da paridade. Nem esse direito eu tenho. Protocolei uma emenda tratando da paridade 50-50. Um, então, relator, rejeitou sob o argumento de que ela não vai passar. Acolher uma emenda não significa que ela vai passar ou não. Mas não acolher dizendo que ela é meritória, porque já anteviu que não vai passar, aí é algo que nós não podemos aceitar. Pelo menos ter o direito de trabalharmos a pauta”, afirmou.
A senadora disse ainda que seguirá insistindo até o último momento:
“Eu vou insistir até o último minuto, e vai ficar muito feio, presidente, para este Senado uma situação de simplesmente não permitir nem que nós trabalhemos em favor disso.”
Soraya também se posicionou contra a proposta de redução da cota mínima de candidaturas femininas, atualmente fixada em 30%.
“Quanto à perda da garantia de 30% de candidaturas, eu posso dizer com toda tranquilidade: mesmo que passe a garantia de 20 cadeiras femininas e não passe a manutenção dos 30% de candidaturas, não há como isso prevalecer, porque existe a proibição da regressão de um direito fundamenta”l.
Estou jogando muito limpo e muito claro que nós não percamos mais tempo em relação a isso. Não adianta tirar os 30% porque nós vamos ganhar na Justiça”, concluiu.


