Jaqueline Maria Afonso Amaral, ex-mulher de Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho “Carambola” foi alvo de uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO), ação que cumpriu três mandados de busca e apreensão e bloqueou mais de R$ 2,7 milhões do Primeiro Comando da Capital (PCC) na manhã desta quinta-feira (21), em Campo Grande.
Segundo as investigações Jaqueline teria recebido quase R$ 3 milhões entre 2018 e 2022 para sustentar uma vida de luxo. As buscas foram realizadas em um condomínio de alto padrão sentido BR-262, logo após o Complexo Penitenciário de Campo Grande.
Jaqueline Amaral foi casada com Julinho Carambola por quase 20 anos e para ocultar a origem ilícita dos bens, foram utilizadas contas bancárias e nomes de parentes e amigos próximos. Denominada Fruto Envenenado, a ação contou com auxílio da Polícia Militar Rodoviária.
Condenado a mais de 168 anos de prisão, Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, é apontado como braço direito de Marcola e dono do posto de segundo criminoso mais importante na hierarquia do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Conforme apurado pelo Metrópoles, o chefão teria dado ordem para que a organização criminosa bancasse uma mesada à advogada, que chegou a receber R$ 15 mil em 2006.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Mato Grosso do Sul é composta pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar do MS (PMMS), Polícia Penal Estadual (AGEPEN) e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).
Comandante preso
O comandante da Polícia Militar Ambiental de Amambai, Jefferson Vaz Estigarribia, foi preso nesta quarta-feira (20) pela Polícia Federal. Durante o cumprimento de um mandado de busca em sua residência, os agentes encontraram aproximadamente um quilo de maconha
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Ajura, deflagrada para investigar uma organização suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Ao todo, a ação policial cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de bens avaliados em cerca de R$ 263 milhões.


