MPMS abre nova investigação contra Águas Guariroba para apurar vazamento que se arrasta há 10 anos

A concessionária de abastecimento de água é acusada de crime ambiental por não ter uma rede de tubulação suficiente para atender os bairros da região
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Foi publicada na edição do Diário Oficial do Ministério Público de Mato Grosso do Sul – (MPMS), de sexta-feira (19), a instauração de Procedimento Administrativo para investigar a prestação de serviços no contrato firmado entre a Prefeitura Municipal de Campo Grande com a Águas Guariroba. O objeto da investigação é referente a uma estação de esgoto, localizada na região leste de Campo Grande.

Conforme o documento, a concessionária de abastecimento de água é acusada de crime ambiental por não ter uma rede de tubulação suficiente para atender os bairros da região, incluindo Jardim Panorama, Jardim Samambaia, Residencial Oiti e Maria Aparecida Pedrossian.

De acordo com o texto, o elevado volume de água faz com que a tampa do bueiro em frente à estação se desprenda, resultando em vazamento de esgoto nas ruas Manoel Padial e Graciano Ramos. Além disso, a estação de tratamento deságua no Córrego Lageado, e devido á incapacidade de suportar a quantidade de água durante as chuvas, o esgoto não é tratado adequadamente e acaba sendo lançado diretamente na nascente do córrego que fica a poucos metros do local.

A denúncia partiu de Ronan Barbosa Dias, que é morador da região e afirmou que outras denúncias já foram feitas anteriormente, mas o problema segue sem solução. Segundo ele, em uma tentativa de contornar a situação, a Águas Guariroba realizou a manutenção do bueiro, cobrindo-o com asfalto, o que agravou ainda mais o problema.

Cabe ressaltar que, o problema se estende há mais de 10 anos, e após diversas denúncias feitas à Secretaria Municipal De Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano – (Semadur), e ao Ministério Público entre os anos de 2020 e 2021, foi instalada mais uma bomba na estação. No entanto, não foi suficiente e a situação ainda persiste.

Diante dos fatos, a investigação tramitará na 42ª Promotoria de Justiça e ficará a cargo da promotora de justiça Andréia Cristina Peres da Silva.

 

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