Petição pública pede intervenção na concessão do Consórcio Guaicurus

O documento solicita que o Poder Executivo Municipal assuma o controle e a gestão temporária dos serviços
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

O vereador Maicon Nogueira lançou, na segunda-feira (22), uma petição pública on-line que solicita a intervenção imediata na concessão do Consórcio Guaicurus. A expectativa é registrar pelo menos 50 mil assinaturas.

O documento tem como objetivo garantir melhorias no transporte ou até mesmo a rescisão contratual. Também será encaminhado ao Poder Executivo Municipal e ao Ministério Público.

“Não se trata apenas de uma medida administrativa, mas de um ato de justiça social. Campo Grande não pode mais conviver com um serviço precário. Essa é uma mobilização popular que vai além da política, porque reflete um direito básico de todos: ter transporte público digno e eficiente”, afirmou Maicon Nogueira.

A petição pública ocorre após ser finalizada a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo de Campo Grande, instaurada para investigar o setor. No relatório final foram constatados diversos descumprimentos contratuais, como:

manutenção de frota envelhecida, em desacordo com os limites contratuais;

ausência da contratação de seguro obrigatório;

deficiências graves na manutenção preventiva e na acessibilidade dos veículos;

precariedade operacional, com frequentes atrasos, quebras e superlotação dos veículos.

A petição pública também solicita que o Poder Executivo Municipal assuma o controle e a gestão temporária dos serviços com o objetivo de acabar com as falhas constatadas.

O Contrato de Concessão nº 330/2012, entre o Município e o Consórcio Guaicurus, prevê a intervenção em sua Cláusula Décima Quinta:

“Nos termos da Lei, o Poder  concedente poderá intervir na concessão, com o fim de assegurar a adequação na prestação dos serviços, bem como o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais pertinentes, vigentes e aplicáveis”.

Além disso, tal prerrogativa é igualmente garantida pelo art. 32 da Lei Federal nº 8.987/1995 (Lei de Concessões), e reforçada no art. 52, §1º, da Lei Municipal nº 4.584/2007, que dispõe sobre o Sistema Municipal de Transporte Coletivo de Campo Grande.

Clique no link para conferir a petição pública.

CPI do Transporte Coletivo

A Câmara de Campo Grande apresentou, no dia 12 de setembro, o relatório final de seus trabalhos da CPI do Transporte Coletivo, trazendo recomendações ao Consórcio Guaicurus, responsável pela operação dos ônibus na capital.

O documento cobra a substituição imediata de 197 veículos que ultrapassaram a idade máxima contratual e chega a sugerir intervenção municipal na concessão, caso as irregularidades persistam.

O relatório, com aproximadamente 800 páginas, foi elaborado após seis meses de investigação e aponta falhas graves na prestação do serviço e na fiscalização por parte da prefeitura. Entre os principais problemas listados estão: frota envelhecida, ausência de seguro obrigatório, precariedade na manutenção, falhas de acessibilidade, atrasos, quebras constantes e superlotação.

A comissão, composta pelos vereadores Dr. Lívio (presidente), Ana Portela (relatora), Luiza Ribeiro, Junior Coringa e Maicon Nogueira, também recomenda o indiciamento de todos os diretores e ex-diretores do Consórcio desde 2012, além de ex-dirigentes da Agetran e da Agereg, sob suspeita de omissão e descumprimento de deveres legais.

 

Publicidade

Colunista