MPMS prorroga investigação que apura seca no Rio da Prata

A prorrogação vem da necessidade de concluir diligências ainda em andamento, como a verificação do retorno à normalidade do fluxo hídrico no trecho afetado
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul – (MPMS), decidiu prorrogar por mais um ano o inquérito civil que apura as causas da seca em parte do Rio da Prata, localizado no município de Jardim, vizinho a Bonito, principal destino turístico de Mato Grosso do Sul. A investigação foi instaurada em 12 de julho de 2024, com o objetivo de aprofundar a análise de impactos ambientais e possíveis ações humanas irregulares na cabeceira do rio.

Conforme o MP, a decisão de prorrogar o inquérito, foi assinada pela Promotora de Justiça Substituta Laura Alves Lagrota, com o argumento de que é necessário concluir diligências ainda em andamento, como a verificação do retorno à normalidade do fluxo hídrico no trecho afetado.

O Instituto Guarda Mirim Ambiental de Jardim foi oficialmente requisitado a avaliar a situação em até cinco dias e, caso necessário, promover a realocação de espécimes da fauna aquática que possam estar isolados.

Resgate de peixes

Pelo segundo ano consecutivo, uma operação de resgate foi necessária para salvar peixes presos em poças no leito seco do Rio da Prata. Em ação autorizada e acompanhada pelo MPMS, voluntários resgataram na sexta-feira (19) um total de 148 peixes de diferentes espécies, transferidos para áreas mais profundas e seguras do rio. A ação emergencial evidenciou a gravidade da situação e a importância da resposta rápida das instituições envolvidas.

Segundo a Promotora de Justiça, o trabalho do MPMS tem sido decisivo tanto para autorizar as ações de resgate quanto para conduzir a investigação sobre as causas da interrupção do fluxo hídrico. O inquérito em curso já conta com informações da Polícia Militar Ambiental e do Instituto Guarda Mirim Ambiental de Jardim.

A operação de resgate envolveu técnicos do Instituto Guarda Mirim, policiais ambientais, funcionários de uma fazenda local e representantes do setor turístico. Entre os animais salvos estão 76 lambaris, 36 curimbas, 10 piraputangas, além de 5 traíras, 8 pacus-péva, 6 joaninhas e 7 canivetes.

O Instituto informou que o alerta foi emitido no início de setembro, e, diante do calor intenso, a intervenção tornou-se urgente para evitar um desastre ambiental maior.

A crise hídrica que atinge o Rio da Prata e outros cursos d’água da região, como o Rio Miranda, reforça a necessidade de ações estruturais e planejamento ambiental sustentável. A atuação firme e contínua do MPMS, tanto no campo investigativo quanto no apoio a ações emergenciais, mostra-se essencial para a preservação dos ecossistemas locais e para a construção de soluções em conjunto com as demais instituições, organizações da sociedade civil e o Conselho do Meio Ambiente, zelando pela devida gestão da microbacia do Rio da Prata.

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