MS usa R$ 601 mil para salvar ponte ‘esfarelando’ sobre o Rio Sucuriú; vídeo

Elo entre o município de Paraíso das Águas e o distrito de Pouso Alto, trecho foi parcialmente interditado há mais de um mês pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul)
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Na edição de segunda-feira (13) do Diário Oficial de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado publicou a dispensa de licitação para tentar salvar a ponte que está esfarelando sobre o Rio Sucuriú, com empenho de R$601 mil para a contratação da empresa Água Construtora LTDA.

Campo-grandense, a empresa tem pelo menos 26 anos de história e há cerca de duas décadas atua no setor de obras com acabamento de construções, sendo a escolhida sem concorrência para executar a recuperação estrutural parcial da ponte.

Localizada na rodovia MS-320, no KM 57,982, que fica entre os municípios de Paraíso das Águas e Chapadão do Sul, para essa obra a empresa receberá exatos R$601.383,81, com prazo de aproximadamente dois meses (60 dias) para concluir o serviço a partir de quando receberem a chamada Ordem de Início de Serviços (OIS).

Elo entre o município de Paraíso das Águas e o distrito de Pouso Alto, há mais de um mês esse trecho de ponte foi parcialmente interditado pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), com quem conhece a região alertando sobre os perigos desde pelo menos o mês de agosto, como mostram imagens divulgadas pelo portal do interior, Chapadense News.

Como é possível observar na parte debaixo da ponte, há uma série de vigas quebradas e prateleiras de sustentação quase sem apoio com as estruturas superiores, tudo isso que se reflete em um nítido afundamento do trecho no KM 57,982 da rodovia MS-320.

Imagens captadas no fim de agosto, as gravações narradas por um popular demonstram a aflição de quem reconhece o perigo, alertando inclusive que a estrutura “acabaria caindo” caso alguma medida não fosse tomada com rapidez.

Além de rachaduras que se estendem por metros e o nítido desnível entre as faixas da pista, a malha asfáltica da rodovia apresenta pontos em que lembra mais uma estrada devido às rochas feitas de placas do asfalto que está esfarelando no trecho.

É importante lembrar que esse trecho não é exclusivo para o tráfego de apenas veículos de passeio, já que a ponte serve de rota para caminhões carregados de cana; carretas com grãos, eucaliptos, gado, etc.

Sendo que desde o início do ano a situação é acompanhada com atenção pelos poderes municipais, a interdição parcial em si só veio quando o estrago já havia “engolido” vários guard rails para dentro do rio.

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