Uma análise feita pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), apontou que o preço da cesta básica, em março, de Campo Grande apresentou alta de 3,29% em relação a fevereiro. O custo foi de R$ 805,93, o que coloca a Capital de Mato Grosso do Sul na quinta posição da cesta básica mais cara entre as capitais brasileiras.
Na comparação com março de 2025, o valor da cesta aumentou 2,20% e, nos três primeiros meses de 2026, 3,87%.
Em março de 2026, para garantir a cesta básica, o trabalhador que recebe um salário mínimo (R$ 1.621) em Campo Grande precisou trabalhar cerca de quatro dias e meio (exatamente 109 horas e 23 minutos). Até neste ponto houve aumento, já que em fevereiro, o tempo de trabalho necessário era de 105 horas e 54 minutos.
Cerca de 53,75% do salário mínimo líquido deste trabalhador é destinado para adquirir a cesta básica. Em fevereiro de 2026, esse percentual correspondeu a 52,04% da renda líquida.
Altas e baixas dos produtos
Entre fevereiro e março, nove dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios, são eles:
feijão carioca (13,49%)
tomate (11,08%)
leite integral (9,20%)
batata (7,71%)
banana (4,04%)
arroz agulhinha (2,84%)
carne bovina de primeira (2,15%)
farinha de trigo (1,37%)
óleo de soja (0,28%)
Por outro lado, os quatro itens restantes apresentaram queda de preço:
café em pó (-1,02%),
manteiga (-0,99%),
açúcar cristal (-0,89%)
pão francês (-0,61%)
Campo Grande teve destaque no preço médio do leite UHT integral, que subiu 9,20%, a maior variação entre as cidades.
Último ano
No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em seis dos 13 produtos:
feijão carioca (34,34%),
café em pó (14,13%),
carne bovina de primeira (6,45%),
pão francês (6,09%),
batata (1,45%)
farinha de trigo (1,37%).
Os itens que ficaram mais baratos foram:
arroz agulhinha (-33,89%),
açúcar cristal (-16,67%),
tomate (-12,02%),
leite integral (-5,74%),
manteiga (-3,14%),
óleo de soja (-2,06%)
banana (-1,20%).
Nos últimos 12 meses, o preço do café em pó aumentou em nove cidades, sendo que a maior variação foi verificada em Campo Grande (14,13%).



