Dias Toffoli anula decisões da Lava Jato contra ex-ministro Paulo Bernardo

Ministro do STF acatou argumento de que houvera conluio entre o ex-juiz Sérgio Moro e o Ministério Público para fazer a investigação
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), encerrou, na sexta-feira, 6, todos os atos da Operação Lava Jato contra Paulo Bernardo, que foi ministro do Planejamento no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e das Comunicações no governo de Dilma Rousseff.

Paulo Bernado, que também foi secretário de finanças durante o governo de Zeca do PT em Mato Grosso do Sul, (1999 a 2002), era réu em processos que o acusavam de corrupção, lavagem de dinheiro e por supostamente ter recebido dinheiro de uma empresa contratada pelo ministério do Planejamento enquanto encabeçava a pasta.

A defesa de Paulo Bernardo pediu para que a decisão de anular as condenações do advogado Guilherme Salles, tomada por Dias Toffoli, fosse estendida para o ex-ministro.

Ao encerrar os atos, Toffoli defendeu que “tendo sido reconhecida a existência de conluio entre o ex-juiz Sérgio Moro e integrantes do Ministério Público a partir de circunstância objetiva envolvendo o prévio acerto entre acusção e magistrado para deflagração de operações policiais que tinham como alvos o ora requerente, bem como Guilherme de Salles Goçalves”.

No ano de 2023, Toffoli anulou provas do acordo de leniência da Odebrecht contra Paulo Bernardo, inviabilizando uma ação contra o ex-ministro em Porto Alegre (RS).

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