Durante operação do Gaeco, vice-prefeita é detida com maconha

Vice-prefeita de Sidrolândia era alvo de mandado de busca e apreensão e foi levada a delegacia após droga ser encontrada
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A vice-prefeita de Sidrolândia, Cristina Fiuza (MDB), foi detida na manhã de terça-feira (18), após uma porção de maconha ser encontrada em sua residência. O flagrante aconteceu durante operação do Grupo  Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), com suporte operacional do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Na casa da vice-prefeita foi cumprido mandado de busca e apreensão, quando foi localizada uma porção da droga.

Desta forma, a detenção de Cristina não teve relação direta com a operação, que foi deflagrada a partir de investigação que apura os crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, e lavagem de dinheiro e que identificou o desvio de R$ 5,4 milhões em recursos públicos destinados ao Hospital Elmíria Silvério Barbosa.

Conforme o site local Região News, a quantidade de maconha encontrada na casa da vice-prefeita era pequena, em gramas que configuram uso pessoal. Mesmo assim, ela foi encaminhada à delegacia para prestar esclarecimentos.

Na operação, também foi detido o diretor do hospital, Jacob Breure, após os policiais encontrarem uma arma de fogo sem documentação.

Operação Dirty Pix

A Operação Dirty Pix foi deflagrada na manhã desta terça-feira (18), com o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão em Sidrolândia e Manaus (AM). Entre os alvos estão vereadores, ex-vereadores e a vice-prefeita de Sidrolândia.

A ação resultou de investigação que apontou crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro, com o desvio dos R$ 54 milhões do Hospital Elmíria Silvério Barbosa.

Segundo o MPMS, o Estado repassou o valor para a compra de um aparelho de ressonância magnética e um autoclave hospitalar. Parte desse montante, porém, não teria sido aplicada na finalidade prevista. As apurações indicam que a administração do hospital, em conluio com a empresa fornecedora, desviou recursos e pagou vantagens indevidas a vereadores da cidade.

Ainda conforme os investigadores, o repasse das propinas foi feito por meio de várias transferências via Pix, realizadas diretamente ou por intermediários ao presidente do hospital e aos parlamentares envolvidos.

Entre os alvos estão:

Cristina Fiuza (vice-prefeita)

Cleyton Martins Teixeira (secretário de Desenvolvimento Rural)

Enelvo  Felini Júnior (secretário de Desenvolvimento Econômico)

Adavilton Brandão (vereador)

Izaqueu de Souza Diniz (vereador)

Cledinaldo Marcelino Costócio (vereador)

Ademir Gabardo (ex-vereador)

Eliel da Silva Vaz (ex-vereador)

A operação recebeu o nome Dirty Pix, “pix sujo”, em tradução literal, em referência ao método utilizado para movimentar o dinheiro supostamente desviado.

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