Em extinção, arara-azul vira ave símbolo de Mato Grosso do Sul

Por conta de seu bico, são alvo do tráfico, onde são exportadas para diversos países e acabam integradas a zoológicos, parques de diversão
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Arara-azul se tornou a ave símbolo de Mato Grosso do Sul, em reconhecimento à sua relevância ecológica, cultural e turística para o Estado.

A Lei nº 6.442 foi publicada, nesta sexta-feira (4), no Diário Oficial Eletrônico (DOE-MS) e assinada pelo governador do Estado, Eduardo Riedel (PSDB).

A nova lei é de autoria do deputado Junior Mochi (MDB). O parlamentar argumentou que escolheu a ave pois é nativa do Pantanal e Cerrado. “Simboliza o compromisso com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável”, afirmou Mochi.

A arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus), também conhecida popularmente como arara-preta, araraúna, arara-hiacinta, arara-jacinto, araruna ou arara-azul-grande, é uma espécie de ave nativa do centro e leste da América do Sul, países do Paraguai, Bolívia e Brasil (biomas Cerrado, Pantanal e Amazônia).

 

A espécie está em extinção: por conta de seu bico, são alvo do tráfico, onde são exportadas para diversos países e acabam integradas a zoológicos, parques de diversão ou até mesmo coleções particulares de aves.

Confira o trecho redigido no DOE-MS:

LEI Nº 6.442, DE 3 DE JULHO DE 2025.

Institui a Arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) como ave símbolo do Estado de Mato Grosso do Sul, e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL.

Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica instituída a Arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) como ave símbolo oficial do Estado de Mato Grosso do Sul, em reconhecimento à sua relevância ecológica, cultural e turística para o Estado.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

ARARA-AZUL

Arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) é uma ave da espécie psitacídea e é a maior espécie de araras da família dos psitacídeos.

Também é popularmente conhecida como arara-azul-grande, araraúna, arara-hiacinta, arara-jacinto ou araruna.

É conhecida pela sua plumagem azul vibrante e tamanho grande. Sua plumagem é predominantemente azul, com detalhes em preto e amarelo no bico e olhos.

É nativa da América do Sul, sendo encontrada no Paraguai, Bolívia e Brasil. No Brasil, vive nos biomas Pantanal, Cerrado e Amazônia.

Tem cerca de um metro de comprimento (do topo da cabeça até a ponta da longa cauda pontiaguda) e pode pesar até dois quilos. Vive até 60 anos. Alimentam-se de frutas, sementes e nozes.

Costumam viver em bando, sendo consideradas aves sociais. São animais monogâmicos, pois vivem com um mesmo parceiro durante toda a sua vida.

A arara-azul utiliza vocalizações e movimentos corporais para se comunicar. Também são conhecidas por sua inteligência e capacidade de aprendizado.

A espécie está em extinção: por conta de seu bico, são alvo do tráfico, onde são exportadas para diversos países e acabam integradas a zoológicos, parques de diversão ou até mesmo coleções particulares de aves.

Em 2024, a Estância Mimosa, ponto turístico de Bonito (MS), foi palco de nascimento de araras-azuis.

O nascimento dos filhotes foi monitorado em parceria com o Instituto Arara Azul, que há anos desenvolve ações voltadas para a proteção dessa espécie ameaçada de extinção.

O nascimento ocorreu na última semana de setembro de 2024 e representa um importante avanço para a conservação da biodiversidade local.

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