A família de Miguel Baltazar, de apenas 8 anos, natural de Rio Brilhante, iniciou uma campanha para arrecadar recursos e custear uma nova etapa do tratamento do menino, que enfrenta problemas intestinais desde o nascimento.
Desde o último dia 18 deste mês, a família do garoto arrecada dinheiro para o tratamento de uma fístula diagnosticada após a mais recente tentativa de reversão da colostomia. O garoto está internado no Hospital Universitário de Dourados onde passa por uma drenagem na segunda-feira (21).
O objetivo da arrecadação é viabilizar a cauterização da fístula, procedimento buscado para o tratamento da complicação.
A família busca recursos para realizar o procedimento e tentar evitar que Miguel precise voltar a utilizar a bolsa. Ao Correio do Estado, a mãe Larissa Baltazar destacou que o objetivo é conseguir levar o filho ao Hospital das Clínicas de Curitiba.
“Queremos conseguir a tranferência para o Hospital das Clínicas de Curitiba, onde tem mais recursos, até mesmo para fazer as ressonâncias e os procedimentos que ele precisa, tudo isso é demorado e ele precisa fazer o quanto antes por conta das fistulas”, disse a mãe.
Procedimentos
Com apenas três dias de vida, o garoto precisou colocar uma bolsa de colostomia e, desde então, já passou por dez cirurgias.
O procedimento cria uma abertura no abdômen para permitir a saída das fezes, que passam a ser coletadas em uma bolsa presa ao corpo.
No caso de Miguel, o procedimento faz parte de uma longa rotina de tratamentos iniciada ainda nos primeiros dias de vida.
Entre cirurgias, reversões e complicações, a família trava uma batalha para que o pequeno Miguel viva a infância com menos limitações.
O que deveria fazer parte de seu tratamento acabou sendo o início de uma sequência de procedimentos que acompanha praticamente toda a vida do garoto.
A primeira tentativa de retirar a bolsa ocorreu quando Miguel tinha 1 ano e 6 meses. A esperança, porém, durou cerca de um mês, e Miguel precisou refazer a colostomia.
Um ano depois, aos 2 anos e 6 meses, veio uma segunda tentativa. Miguel passou pela reversão novamente e conseguiu permanecer aproximadamente dois meses sem a bolsa. Outra fístula, no entanto, levou à necessidade de uma nova colostomia.
Seis anos depois, Miguel enfrentou mais uma cirurgia de reversão. Desta vez, a expectativa era de finalmente deixar para trás uma rotina que o acompanha desde os primeiros dias de vida, contudo nova fístula foi diagnosticada.
“Eu só queria ter uma vida normal como as outras crianças”, relata Miguel em pedido à família.
Para Miguel, a possibilidade representa muito mais do que deixar de usar uma bolsa. A colostomia trouxe limitações para atividades comuns da infância e acumulou experiências difíceis ao longo dos últimos oito anos.
Serviço
Quem quiser contribuir diretamente com o tratamento de Miguel pode fazer uma doação por Pix: Chave Pix: 6344570@vakinha.com.br





