Os registros de mortalidade materna em Mato Grosso do Sul caíram de 22 casos em 2019 para 15 casos em 2024. Isso representa uma redução de cerca de 32%.
Com 37.571 nascidos vivos na ano passado, o estado atingiu a Razão de Mortalidade Materna (RMM) por 100 mil nascidos vivos de 39,92.
Isso coloca Mato Grosso do Sul próximo de atingir a meta de redução da mortalidade materna do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3, da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas.
Globalmente, a meta é atingir a marca de 70 mortes maternas para cada 100 mil nascidos vivos. No entanto, ao entrar no pacto, o Brasil adaptou a meta à realidade local e colocou 30 como número alvo.
Histórico
Depois de 2024, 2020 foi o ano que apresentou menos óbitos maternos, com 16 casos registrados.
Já 2021 foi um ano marcado por ser o auge da pandemia da Covid-19, o que fez mais que dobrarem as mortes de grávidas e puerpérias.
2022 e 2023, voltaram à marca de 2019, com 23 e 22 óbitos notificados, respectivamente.
Menos bebês
Na tabela, também é possível observar uma queda exponencial do número de nascimentos no estado, que teve redução de cerca de 6 mil nascimentos em apenas 5 anos.
Em apenas um ano, de 2023 para 2024, houve diminuição de quase 3 mil nascimentos no estado.
Novamente, 2021 foi exceção e apresentou um ligeiro aumento em meio à queda.
2025
De janeiro a maio de 2025, já foram registrados 9 mortes maternas em Mato Grosso do Sul.
A gerente da Vigilância do Óbito Materno e Infantil da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Hilda Guimarães, alerta para oscuidados necessários durante a gestação.
“Precisamos chamar a atenção da importância dessas mulheres buscarem os serviços de saúde que oferecem os exames necessários desde o acompanhamento no pré-natal até o puerpério. Cada vida importa e a informação e o acesso aos cuidados adequados são ferramentas poderosas para garantirmos que nenhuma mãe perca a oportunidade de acompanhar sua gestação com os devidos cuidados”, afirma Hilda.


