Nas redes sociais, Riedel lamenta prisão de Bolsonaro

Governador declarou que ex-presidente necessita de cuidados especiais na área da saúde
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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), lamentou nas redes sociais a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada neste sábado (22) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Em mensagem divulgada em seu perfil do Instagram, Riedel afirmou que Bolsonaro é um homem “com comorbidades e que necessita de cuidados especiais na área da saúde”, além de criticar o momento em que a ordem de prisão foi emitida, antes da análise de todos os recursos pendentes.

A decisão de Moraes foi tomada após o sistema de monitoramento registrar, às 0h08, uma violação da tornozeleira eletrônica utilizada por Bolsonaro desde que foi colocado em prisão domiciliar, em agosto. O ministro classificou o episódio como “fato novo”, reforçando o risco de fuga e o descumprimento das medidas cautelares. Mais cedo, outros parlamentares sul-mato-grossenses se pronunciaram sobre a prisão do ex-presidente.

 

Outro ponto citado por Moraes foi a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio do pai. Para o ministro, a mobilização reproduzia a lógica dos acampamentos de 2022, com risco de confronto e possibilidade de dificultar o cumprimento de ordens judiciais, além de fornecer um ambiente favorável a uma eventual tentativa de evasão.

A proximidade da residência de Bolsonaro com embaixadas, especialmente a dos Estados Unidos, também pesou na decisão. Moraes lembrou que o ex-presidente já buscou abrigo diplomático na Embaixada da Hungria e avaliou que a curta distância poderia facilitar uma fuga imediata.

O ministro citou ainda a movimentação de aliados, destacando a fuga de Alexandre Ramagem para Miami após condenação e a saída do País de Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro. Para Moraes, esses episódios revelam um padrão organizacional que poderia ser repetido pelo ex-presidente.

A decisão aponta também descumprimentos anteriores, como a participação de Bolsonaro em vídeos e transmissões que foram divulgados nas redes por aliados, embora ele estivesse proibido de participar de tais ações. A Polícia Federal havia pedido a revisão das cautelares, citando alto risco de evasão, e a Procuradoria-Geral da República deu parecer favorável à medida.

A prisão ocorre no âmbito do inquérito que investiga a suposta atuação de Eduardo Bolsonaro junto a autoridades americanas para coagir o STF durante o julgamento da ação penal do golpe. O processo levou o ex-presidente à condenação de 27 anos e 3 meses de prisão, mas a ação ainda não transitou em julgado. Os prazos finais para recursos se encerram na segunda-feira (24), etapa que antecede a possível execução da pena em regime fechado.

Ao comentar o caso, Riedel reforçou a necessidade de paz e segurança jurídica no País e afirmou que o momento aprofunda a polarização política.

Íntegra da declaração de Eduardo Riedel

“Lamento a prisão preventiva dex-presidente Bolsonaro, a quem ofereço minha solidariedade – um homem com notórias comorbidades e necessidades de cuidados especiais na área da saúde.Importante pontuar que a decião ocorre em um momento do processo em que sequer foram esgotados todos os recursos judiciais. Permanecem inúmeras dúvidas e questionamentos que aprofundam a polarização política, tão prejudicial ao país. O Brasil precisa de paz e segurança jurídica para enfrentar problemas reais e as demandas urgentes da população. Só assim o país pode alcançar o patamar de dsenvolvimento que anseia o povo brasileiro.”

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