A quantidade de ônibus circulando em Campo Grande nesta sexta-feira (21) não está sendo suficiente para atender os trabalhadores. Terminais lotados e falta de veículos circulando atrapalham a vida funcional de quem precisa trabalhar no dia após o feriado, considerado ponto facultativo.
No ponto localizado na Vila Nossa Senhora das Graças, o primeiro ônibus, que costuma passar às 5h30, chegou ao ponto às 6h50 e estava lotado.
Clarice Ferreira de Souza, de 45 anos, é secretária do lar e necessita das linhas 140, 116 ou 108 no Terminal Guaicurus para chegar ao local de trabalho.
Quando o ônibus chegou, todos que o esperavam não couberam no circular. “Preciso chegar 8h no trabalho e são 7h45”, reclamou Clarice.
Outro usuário do Consórcio Guaicurus, que preferiu não se identificar, afirmou que descobriu a diminuição das linhas quando esperava o ônibus. “Hoje, dia 21 de novembro, às 5h09, não temos ônibus porque é considerado sábado em uma sexta-feira! Será que os trabalhadores não valem nada?”, questionou.
Pressão
Enquanto isso, o Consórcio Guaicurus tenta subir a tarifa técnica. Em ação paralela para pressionar a Prefeitura de Campo Grande a subir a tarifa técnica de R$ 6,17 para R$ 7,79 na Capital, o Consórcio Guaicurus levou uma negativa da Justiça ao tentar ‘acelerar’ o processo que corre na 4ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos.
Isso porque o juiz Marcelo Andrade Campos Silva deu 30 dias para o Executivo municipal e a Agereg (Agência Municipal de Regulação) se manifestarem acerca de um recurso negado. O órgão público alega que já cumpriu a ordem determinada na ação principal, portanto, esse trâmite para execução de sentença seria contraditório.
A decisão para o aumento da tarifa já havia sido proferida em outubro de 2023. No entanto, o município entrou com uma série de recursos para tentar barrar o aumento.


