Evento celebra 1 milhão de pães produzidos por detentos doados em Campo Grande

O projeto acontece dentro do sistema prisional e tem como objetivo, também, promover a ressocialização dos detentos
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Foi realizada ontem  (23), no Sesc Sabor & Arte, a cerimônia de comemoração à doação de 1 milhão de pães produzidos por meio da Padaria da Liberdade, que funciona no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira.

Criado em 2021 pelo juiz Albino Coimbra Neto e fomentada pelo Tribunal Judiciário de Mato Grosso do Sul (TJMS), a padaria doa, diariamente, parte da sua produção para instituições beneficentes de Campo Grande.

O financiamento para aquisição dos maquinários no início do projeto veio a partir de recursos arrecadados pelos próprios detentos, proveniente do desconto de 10% nos salários dos presos que trabalham por meio de convênios na Capital.

Atualmente, são produzidos 6 mil pães por dia, que são vendidos para empresas terceirizadas que fornecem alimentação aos presos no presídio. Destes, 1.500 são doados a instituições que atendem indivíduos em situação de vulnerabilidade.

As empresas que empregam mão de obra prisional fazem a remuneração de um salário-mínimo aos internos que trabalham na padaria. Assim, os presos exercem uma atividade profissional e contribuem para a ressocialização e para a sociedade.

Um dos parceiros do projeto, o Sesc/Senac, através do Mesa Brasil, faz a retirada diária dos pães e administra as doações para 112 instituições de Campo Grande. Ao todo, a Padaria da Liberdade doou mais de 32 toneladas de pães entidades cadastradas.

Outro parceiro do programa, a Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec), da UFMS, é o responsável pelo fornecimento dos insumos através da compra de insumos e desenvolvimento de novos produtos.

Os internos são selecionados para o trabalho a partir de critérios como bom comportamento, tipo de pena e regime semiaberto. Eles são capacitados profissionalmente por um curso oferecido pelo Senac nas áreas de panificação e confeitaria. Atualmente, 8 detentos trabalham na Padaria.

De acordo com a administração do TJMS, na presidência do desembargador Dorival Renato Pavan, a Padaria da Liberdade “demonstra que o trabalho prisional pode trazer benefícios concretos. Com a produção e doação de alimentos, o projeto une ressocialização e impacto social, beneficiando tanto os internos quanto a comunidade”.

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