A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), seguiu o exemplo de seu colega de partido, o governador Eduardo Riedel (PP), e exonerou seus servidores em esquema de corrupção envolvendo contratos de tapa-buraco em Campo Grande.
Adriane publicou edição extra do Diário Oficial de Campo Grande contando a exoneração do servidor Mehdi Talayeh do cargo em comissão de de assessor execucito da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) e o gestor de projeto, Edivaldo Aquino Pereira, que também atuava na Sisep.
Eles foram presos na manhã de terça-feira (12) na Operação Buraco Sem Fim, desencadeada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (Gecoc), assim como os outros envolvidos, como o ex-titular da Sisep e até esta terça-feira, diretor da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Rudi Fioresi, tido pelo Ministério Público, como um dos chefes do esquema. Embora nao está comprovado, fontes da reportagem indicam que a licitação de tapa-buracos iniciou na gestão do então prefeito Marquinhos Trad, PV, mas são os aditivos feitos na gestão da prefeita Adriane Lopes, PP, que estão sob investigação na corrupção. Com apuração do Ministério Público, novas operações vao surgir e chegar nos devidos responsavéis e Adriane Lopes é uma delas..
Diretor da Agesul
Rudi Fioresi foi exonerado pelo governador Eduardo Riedel ainda na manhã desta terça-feira, logo após o desencadeamento da operação contra corrupção nos contratos de tapa-buraco em Campo Grande.
A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, não exonerou outro servidor da Sisep envolvido no esquema: Fernando de Souza Oliveira.
Os outros presos na ação deflagrada pelo Gecoc são Erick Antônio Valadão Ferreira de Paula, e os empresários da Construtora Rial, Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa e Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa.
Durante o cumprimento dos mandados de prisão, foram encontrados dinheiro-vivo com os investigados: R$ 429 mil ao todo. Foram R$ 186 mil em um dos imóveis, e R$ 233 mil em outro.
A operação de terça-feira teve como alvo principal uma empresa que presta serviços de tapa-buracos que, de acorco com a nota oficial do MP, faturou entre 2018 e 2025, “contratos e aditivos que somam o montante de R$ 113.702.491,02”.
Ainda de acordo com o MPMS, “a investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas no Município de Campo Grande, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos”.
“As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais”, diz a nota do MPMS.



